quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Bolha imobiliária na China começa a desinflar

Com uma série de medidas adotadas pelo governo chinês, o mercado imobiliário do país começou a esfriar, causando uma queda nos preços dos imóveis. Segundo especialistas, limitar a compra de imóveis e reduzir a oferta monetária são as principais causas para a diminuição das especulações.

Bolha imobiliária - China

Os preços dos imóveis nas 16 principais cidades chinesas registraram uma baixa mensal em agosto. Em outras 30 cidades, os valores se mantiveram iguais aos do mês anterior. É a primeira vez que os preços imobiliários em metade das cidades de grande e médio porte param de subir.

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE), o total das vendas de móveis novos e usados em Beijing registrou 13 mil em agosto, uma redução de 26,4% em relação a julho. Os preços dos móveis novos tiveram uma queda de 2,5% em comparação ao mês anterior. Os usados tiveram uma redução de 0,9% em agosto. As vendas em Shanghai e ShenZhen também sofreram quedas.

O vice-diretor da faculdade de economia da Universidade do Povo Chinês, Liu Yuanchun, afirmou que desde 2010 o governo tem lançado uma série de medidas para controlar o mercado imobiliário e o aumento excessivo de preços. Entre estas medidas, estão limitar as compras, controlar os empréstimos bancários e aumentar a oferta de casas populares.

"Ao olharmos expectativa, oferta e demanda e cadeia de fundos, vemos que o setor imobiliário está diminuindo e que haverá mudanças."

No entanto, alguns especialistas consideram que o principal obstáculo para controlar o mercado imobiliário é o crescimento excessivo da oferta de moeda. O regime de terras, a dependência dos governos locais em finanças da terra e o aumento dos preços de móveis em longo prazo fortaleceram a expectativa de bolha imobiliária.

Segundo a vice-diretora do Centro de estudos de políticas do Ministério de Habitação e Desenvolvimento Urbano e Rural, é necessário ampliar a oferta de terrenos para manter os preços em um nível estável.

"Se a oferta de terras crescer, a quantidade de novas construções também vai subir. Então, é possível manter os preços dos móveis em um nível estável."

O presidente da filial chinesa da Agência Centaline Property Agency Limited, Li Wenjie, disse que serão muito importantes as medidas de controle do governo no futuro, e que o alívio da procura superior à oferta é a chave do equilíbrio entre oferta e demanda.

"Cancelar ou estagnar as vendas de algumas terras em foco pode prevenir uma subida excessivo em pouco tempo. Além disso, se aumentarem a quantidade de terras para a construção de casas populares, acho que pode ser aliviada a atual situação no mercado."

O governo propôs no início deste ano a construção de 36 milhões de casas populares nos próximos cinco anos.

Quanto ao isso, o vice-presidente da Associação de imobilidade chinesa, Chen Guoqiang, afirmou:

"Na minha opinião, a medida de fortalecimento das casas populares vai manter o crescimento e garantir a vida do povo."

O analista Wang Pei também acha que as políticas tomadas pelo governo começaram a surtir resultados. O limite de compras e a redução da oferta de moedas já começaram a agir e o mercado está desaquecendo.

Fonte CRI

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