quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jornal do Brasil publica bobagem de Internet em Editorial

Com o ufanista título de "Nós, brasileiros, não aceitamos reprimenda da Alemanha" o Jornal do Brasil publicou um Editorial criticando uma suposta entrevista da chanceler alemã Angela Merkel, onde a primeira mandatária germânica teria criticado a presidente Dilma Rousseff, tomando como fonte um artigo publicado na revista alemã Manager Magazin.

Jornal do Brasil - nós não aceitamos reprimenda da Alemanha

O Jornal do Brasil coloca em seu editorial que: "No dia 6 de março, o site alemão 'Manager Magazin' publicou reportagem na qual comenta a recente visita da presidenta Dilma àquele país.


Segue, a seguir, o texto que mostra como o JB caiu em um boato de Internet:

"Diante da arrogância da Dilma, a Chefe de Estado alemã, Angela Merkel deu uma entrevista à TV alemã ontem à noite na qual mandou um recadinho:


- Essa senhora vem à Alemanha nos dizer o que temos que fazer? Ora, a Alemanha vai bem, obrigado, apesar de tudo. Mas eu vou aproveitar para dar um conselho a ela: antes de vir aqui reclamar das nossas políticas econômicas, por que ela não diminui os gastos do governo dela e diminui os juros que são exorbitantes no Brasil? Se eu posso emprestar dinheiro a juros baixos e o meu povo pode ganhar juros absurdos lá no país dela, não vou ser eu que direi ao meu povo que não faça isso.


Ela que torne a especulação no país dela menos atraente."

Veja a página do Editorial do Jornal do Brasil abaixo:


Entretanto, parece que os editorialistas do Jornal do Brasil não sabem falar alemão, e tampouco sabem usar o Google Tradutor, pois se soubessem, verificariam que o que foi publicado pela Manager Magazin não tem qualquer relação com o que foi publicado pelo JB.

Aliás, fica claro na reportagem da MM que a chanceler alemã concordou com as críticas de Dilma Rousseff à injeção desmensurada de dinheiro pelo BCE na tentativa de salvar as economias mais pobres da Europa. A chanceler alemã disse que irá reduzir esse processo e até suspendê-lo.

Veja a notícia da Manager Magazine traduzida pelo Google abaixo, e confira como o Jornal do Brasil caiu em um houx de Internet:

"INJEÇÕES DE DINHEIRO POR PARTE DO BCE

Brasil critica excesso de dinheiro do euro



Na feira CeBIT, havia uma chance de lutar: O Presidente do Brasil Dilma Rousseff criticou os bilhões de seringas, bombas de o Banco Central Europeu nos mercados financeiros. A chanceler Angela Merkel prometeu melhorar - e até mesmo entregues.


Hannover - Nos mercados emergentes, as pessoas estão temendo uma enxurrada de dinheiro da Europa e dos Estados Unidos. Após o encontro com a chanceler Angela Merkel (CDU) na CeBIT, feira no Brasil Presidente Dilma Rousseff expressou fortes críticas da política de dinheiro barato.

Eu já expressou a preocupação do Chanceler Federal na expansão do Brasil em moeda, que está em andamento", disse o presidente. Os Estados Unidos apresentada como a maior parte do problema. "Mas a UE também desvalorizou sua moeda." Este Rousseff destinada às injecções de dinheiro ricos pelo Banco Central Europeu ( BCE fornece) os bancos comerciais da zona do euro.
Em dois leilões, o BCE tinha bombeado em dezembro e fevereiro, um total de mais de um trilhão de euros no mercado. O dinheiro deve ser pago somente após três anos. Os EUA Federal Reserve abastece o setor financeiro nacional desde a crise financeira há quatro anos com dinheiro barato.


Os países emergentes como o Brasil estão lutando em face das taxas de juros baixos nos países industrializados, com fluxos de caixa fortes. Como resultado, as moedas desses países será significativamente melhorados - que por sua vez aumenta o custo das exportações e importações mais baratas do exterior. Alguns países emergentes têm aumentado em resposta aos direitos de importação, no Brasil, por exemplo, para carros. Rousseff disse que esta com o parecer de sua "desvalorização artificial da moeda."


Já na semana passada, Dilma acusou os países ricos industrializados, levando a baixo custo empréstimos com baixas taxas de juros e uma "guerra de moedas". Em resposta à crise financeira global, o mundo seria um "tsunami" dinheiro barato inundada.


Brasil oferece condições para o aumento do FMI


Merkel disse que compreende as preocupações do Brasil que sua moeda serão atualizados e afundaria assim as oportunidades de exportação. "Deixei claro que esta é uma medida temporária", disse Merkel a decisão do BCE. A medida deve dar aos países do euro tempo para resolver seus problemas e melhorar a competitividade.


Merkel advertiu contra as economias emergentes, por sua vez, criar entraves ao comércio. "Há muitos exemplos na história que grandes quantidades de liquidez acabaram levaram a ações protecionistas", alertou. Brasil e Alemanha não fez e, portanto, abordar a questão na próxima reunião do G-20, no México.
Na reunião em junho também é a reforma do Fundo Monetário Internacional na agenda. Brasil e outros mercados emergentes exigem mais voz . Em troca, Dilma Rousseff está disposta a compartilhar com a crise brasileira, o FMI a aumentar.


Do ponto de vista alemão deste compromisso é muito importante. Porque o FMI é visto como um pré-requisito para este aumento, o Fundo pode fornecer mais ajuda para conturbados países da zona euro. Os EUA têm sido relutantes e requerem uma maior quantidade de europeus sobre um aumento permanente na ESM € resgate-concordou em 500 bilhões de euros."

Conclusão

É triste ver uma página da Internet oriunda do que já foi um dos principais diários do Brasil se prestar a divulgar mentiras e boatos. Se a equipe do Jornal do Brasil tivesse um pingo de cuidado, acessaria a versão original da fala de Merkel (clique aqui para ver a fala original traduzida pelo Google), e constataria que a mandarária alemã, além de não ter dado reprimenda nenhuma na brasileira, CONCORDOU com o que falou Dilma sobre a injeção desmensurada de dinheiro pelo BCE na tentativa de salvar as economias mais pobres da Europa, e se comprometeu a adotar medidas reduzir esse processo e até suspendê-lo.

13 comentários:

  1. Boato de Internet ou não, a verdade é que o recado é muito realista e claro! Juros baixos no Brasil são e sempre serão uma utopia, enquanto não ascendermos na escala da confiabilidade das avaliações das agências de risco mundiais! A atual conjuntura do Brasil no cenário internacional é muito melhor que qualquer outra que o país tenha vivido nos últimos cem anos, mas não consegue oferecer a benesse de dinheiro barato aos brasileiros! Afinal, o custo Brasil continua altíssimo, impedindo nosso desenvolvimento ao nível do Chinês, por exemplo! E os comentários reativos dos petistas se afloram diante de qualquer tipo de ataque que a presidente sofra, como se ela fosse infalível e com o apoio popular que ela conseguiu em igual período de governo quando comparada com a popularidade de Lula e FHC nesse mesmo tempo de governo, a tornasse inatingível pelas críticas amigas e de oposição! Uma balela!

    ResponderExcluir
  2. JORNAL DO BRASIL MOSTRA SUA CARA PRECONCEITUOSA!!!

    O Jornal do Brasil apresentou um editorial demonstrando o quão ruim é esta porcaria de jornal.
    Diz que não aceita nenhuma observação feita pela Primeira Ministra da Alemanha, em virtude dos crimes cometidos por Adolf Hitler ...
    Parabéns Jornal do Brasil, está condenando a Alemanha de hoje pelos crimes de mais de 65 anos atrás. Isso é preconceito.
    Agora os russos serão condenados pelos crimes de Stalin, os franceses pelos crimes de Napoleão, ...
    Para o JB existe a "culpa genética". Todo alemão de hoje é culpado pelos erros do país no passado, só pelo fato de nascer na Alemanha.
    Um completo absurdo!!! E depois ficam criticando apenas a Revista Veja (que também é ruim).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lamentavel a atitude desse jornal se for pra generalizar o q a Alemanha fez no passsado, o Brasil tbm foi ruim um dia, a Guerra do Paraguai, o q Brasil fez com o Paraguai matou milhoes e destruiu a economia deles, e depois nao venham dizer q foi pra defender contra Lopez q na verdade o objetivo foi q o Brasil tinha q lamber a Inglaterra, triste isso, pq os historiadores brasileiros nao falam isso, pq foi um dos cenarios mais vergonhoso dos nossos ancestrais.

      Excluir
  3. A matéria pode ser falsa, mas OS ARGUMENTOS SAO VERDADEIROS.
    Nada do que foi colocado, PELAS DUAS PARTES, contradiz a realidade.
    Americanos e europeus estão despejando dinheiro no mercado -- não para desvalorizar suas moedas, mas para atender as proprias recomendacoes de Dilma Rousseff, que disse que não queria ajuste com recessão na Europa; ela precisa decidir o que quer... -- e os brasileiros mantem juros muito altos.
    OU SEJA, TUDO VERDADE.
    Do que se espantam os beócios?
    Paulo Roberto de Almeida

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo... em vez de analisarmos o erro de tradução, mas analisar a inércia brasileira diante do roubo ao nosso dinheiro, e ao fato de ele nem ao menos nos retornar como bons hospitais ou boas escolas.

      Excluir
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    3. Sr. Paulo Roberto de Almeida, não justifica dizer que os argumentos são verdadeiros quando temos uma matéria falsa. Beócio é quem acha que os fins sempre justificam os meios.
      O erro do JB é absurdo, utilizar um houx da internet como sendo verdade é no mínimo amador.

      Excluir
    4. Opa, temos um Maquiavel aqui.

      Excluir
  4. O editorial do JB é vergonhoso, ainda publicaram ontem uma nota tentando se explicar que em nada ajuda. Eu liguei pessoalmente para lá para reclamar e amigos meus mandaram email a embaixada alemã reclamando também. O Texto é desproporcional, ignorante e agressívo de forma gratuita. Escrevi sobre o assunto no meu blog tambem:
    http://www.caoscarioca.com.br/2012/repudio-ao-editorial-do-jornal-do-brasil/

    ResponderExcluir
  5. insista com uma mentira que passa a ser verdade, foi o que aprendi com eles

    ResponderExcluir
  6. Jornal do Brasil e Luis Nassif parece que foram feitos uma para o outro - confiabilidade de uma nota de R$ 3,00.

    ResponderExcluir

Observação: comentários que contenham palavras de baixo calão (palavrões) ou conteúdo ofensivo, racista, homofóbico ou de teor neonazista ou fascista (e outras aberrações do tipo) serão apagados sem prévio aviso.