segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Bolha Imobiliária no Google Trends - dos fatos

Os partidários da hipótesde de que há um Bolha Imobiliária no Brasil repetem alguns argumentos para sustentá-la - que vão dos hilários - "estou vendo muitas plaquinhas de vende-se" - aos mais técnicos - relação aluguel preço abaixo de 0,5% - passando pelos mentirosos falaciosos - que são a maioria.

Bolha Imobiliária

Um dos que se enquadram nesta última categoria são gráficos da evolução do termo "Bolha Imobiliária" nos motores de busca da Internet - notamente o Google, que, por intermédio do Google Trends, informa a frequencia relativa com que os termos são pesquisados.




Um dos gráficos mais postados é o apresentado acima, que mostra o termo "Bolha Imobiliaria" aparecendo com frequencia crescente de 2010 em diante. O que se omite, porém, é o mostrado abaixo.



O gráfico acima coloca em termos relativos a quantidade de buscas dos termos "Imóveis à venda", "Venda de Imóveis" e "Bolha Imobiliária", de onde se pode observar que, atualmente, para cada 5 pesquisas no Google pelo termo "Bolha Imobiliária", existem outras 87 de "Imóveis a venda" e 49 de "Venda de Imóveis".

Bolha nos EUA

Para efeito de comparação, colocamos abaixo o gráfico comparando os termos "housing bubble" e "housing market" nos EUA no ano de 2005, onde se pode observar que a pesquisa , no Google, por "bolha imobiliária" chegou a superar o termo de "mercado imobiliário" em 2005.













Esses dados mostram que nos EUA, onde, de fato, ocorreu uma bolha imobiliária, os termos de pesquisa pelo assunto no Google subiram expressivamente - superando a pesquisa sobre mercado imobiliário.

Brasil

Isso está muito longe de acontecer no Brasil, como mostram os gráficos que colocamos no começo do post. Dito de outra forma: a quantidade de buscas no Google por "venda de imóveis" ou "imóveis à venda" é 2.720% mais elevada que "Bolha Imobiliária, mostrando que o interesse pelo termo "Bolha Imobiliária" no Brasil é irrelevante do ponto de vista de mercado.

Pá de cal

Bolha Imobiliária

Enquanto os termos "imóveis a venda" e "venda de imóveis" apresentam tendência de crescimento, a pesquisa por "Bolha Imobiliária" está definhando. Aliás, a maior frequencia de busca pelos temos "imóveis à venda" e "venda de imóveis" é indicativo de que o mercado imobiliário passa por um processo de aceleração - algo que não é novidade para quem acompanha este blog.

58 comentários:

Anônimo disse...

Kassia, até para você esse post é muito chulo.

Tudo bem que não deve estar fácil encontrar algo que valha para defender seu ponto de vista, mas isso, foi demais.

Vou tentar uma abordagem diferente com você, leia alguma coisa que preste: http://www.jcom.com.br/colunas/143524/Titulos_soberanos_podem_ter_encerrado_longo_ciclo_de_valorizacao

Visitante Carioca disse...

Pá de cal?

Índice de Pesquisa Google Trends?

Você se supera a cada dia. hahaha. Este é meu site de Humor Garantido. rsss

Kássia, todos sabem que em economia o nível não é tão determinante, mas as taxas de variação são.

Exemplo: Quem é mais rico: Luxemburgo ou Estados Unidos? Claro que é Luxemburgo. Mas como ele pode ser mais rico se o tamanho da economia dele é inúmeras unidades menores que o tamanho da economia americana?

Porque o que define riqueza não é o NÍVEL do produto, mas sim, preste bem atenção, o nível do produto associado ao nível de renda gerada ao fazer esse produto e a distribuição desta renda gerada.

O termo "imóveis a venda" foi de um índice de 100 em agosto para 53 em dezembro. O interesse caiu pela metade em 6 meses, e voltou a subir para 87 em janeiro, ou seja, mesmo variando 64% em relação a dezembro, não voltou para o mesmo patamar de agosto de 2012.

O que também pode não querer dizer nada, pois pode haver um efeito sazonal senoidal na série de interesses intrinsecos dos consumidores para compra de imóveis em determinadas épocas dos anos.

Cada vez eu começo a crer e ter mais convicção que a terceira guerra mundial não será causada nem por falta d'água, nem por conta de Petróleo, mas sim por conta da Estatística. As pessoas tem uma capacidade de usar os números e os dados da forma que lhes convém sem fazer a devida análise que cabe aos números gerados.Aí tomam conclusões equivocadas.

Kássia Tavares disse...

Sim, é natural um decréscimo sazonal em dezembro, mas, de qualquer forma, a subida em janeiro foi muito forte. É um indício sim de recuperação. Não é definitivo, pois precisa ser confirmado por elementos posteriores.

Além disso, o objetivo do artigo foi o de sepultar a mentira propalada de que o termo "bolha imobiliária" está se disseminando na socidade. Como vimos, não está, e os termos antagônicos tem muito maior frequencia de busca.

Anônimo disse...

Claro - as pessoas estão desesperadas para vender seus imóveis estagnados a meses, e realizam procuras no google por "Vendas de Imóveis", para tentar entender porque não vendem os seus

Kássia Tavares disse...

Interessante é que os bolhotas falam qualquer bobagem sem fundamentação fática alguma só para manter acesa sua vã esperança de que os preços vão cair. Esqueçam, queridos. Todos os indicadores mostram recuperação de todos os setores da economia inclusive o imobiliário. E, mais: os preços vieram subindo mesmo com vendas em desaceleração. Imagine o que vai acontecer com preços em um mercado com vendas em aceleração...
Bolhotas ficarão cada vez mais agressivos e inconformados. Rs..rs..
Como a mente dos bolhotas não ajuda, seu bolso padece....rs..rs..

Anônimo disse...

Kassia,

Por favor, peço a gentileza de retirar o acento de "imobiliÁria" no google trends e refazer a sua pesquisa sobre o google trends. Sim, pois o google trends é sensível a este tipo de acentuação, mas a maioria da pessoas fazem a pesquisa sem o acento.

Obrigado,

Kássia Tavares disse...

Já foi feito sem o acento.

Anônimo disse...

Kássia, uma coisa você não respondeu: porque tem tantos corretores ligando incessantemente para possíveis compradores nos últimos meses?

Por que há tantas placas de vende-se nas ruas?

Por que há tantos imóveis à venda por mais de um ano sem encontrar comprador?

Se as vendas realmente estivessem acontecendo, não haveria esta procura por compradores, ocorreria como no passado, os corretores anunciariam e os negócios seriam fechados.

Esqueça colega, os preços estão acima do poder de compra das pessoas.

A solução agora é uma só: abaixe o preço e venda ou ficará com seu imóvel encalhado.

Aceite a realidade!

Anônimo disse...

Querida Kassia. Realizei pesquisa semelhante comparando os termos "spain crisis" e "imoveis a venda". Surpreendentemente, o volume de pesquisa feito por "spain crisis" é muito inferior ao "imoveis a venda". Seguindo a conclusão do seu artigo, concluo que a Espanha não está em crise, correto?

Anônimo disse...

Kássia, quantos imóveis você comprou em 2012?

Anônimo disse...

O Oráculo me diz: Nenhum. Acertei ????

Palíndromo disse...

traduzi para espanhol os termos utilizados pela Kassia e descobri que na Espanha também nunca houve bolha imobiliária!!!

http://www.google.com.br/trends/explore?hl=pt-BR#q=viviendas%20en%20venta%2C%20venta%20de%20viviendas%2C%20burbuja%20inmobiliaria&date=today%2012-m&cmpt=q

Kássia Tavares disse...

Comprei 1.

Kássia Tavares disse...

"Por que há tantas placas de vende-se nas ruas? "

Argumento da categoria "hilário"..rs.rs..

Anônimo disse...

Traduzi os termos para inglês e descobri que nunca houve bolha imobiliária nos EUA, foi tudo um FALÁCIA !!!

http://www.google.com.br/trends/explore?hl=pt-BR#q=housing%20bubble%2C%20house%20for%20sale&cmpt=q

Kássia Tavares disse...

Atualizei o artigo com dados de pesquisa de housing bubble x housing market nos EUA em 20005. Observe que a frequencia do termo "housing bubble" superou housing market entre maio e setembro.

Obrigado bolhotas por essaa valiosas dicas para aperfeiçoar meu post e sepultar ainda mais a hipótese de bolha. Sou muito grata a vocês!

Anônimo disse...

E você também fala cada bobagem...

Anônimo disse...

Ah, o bolso padece se comprar imóveis nos preços atuais. Negócio bom é feito na baixa, não na alta. Lei elementar de economia.

Anônimo disse...

Agressivos? Quem é agressivo?

Quer maior agressividade do que esta frase:

"Bolha Imobiliária" é desculpa para a incompetência em comprar um imóvel

Quem escreveu esta frase? Chuta!

Kássia Tavares.

http://www.politicaeconomia.com/2012/08/bolha-imobiliaria-e-desculpa-para.html

Anônimo disse...

Não Sra., vc usou os termos errados.
Housing Market significa Mercado de Imóveis. Se vc comparar Bolha Imobiliaria x mercado de Imoveis (em português, sem acento), você verá que o termo Bolha Imobiliaria supera o termo Mercado de Imoveis nos ultimos meses

Kássia Tavares disse...

Eu usei os termos sugeridos pelo próprio Google Trends. De qualquer forma, coloquei mais um gráfico que compara housing bubble x real estate bubble x house for sale, e observei que em agosto de 2005 a pesquisa pelos termos relativos à bolha foi mais da metade das pesquisas de compra de imóveis. Isso mostra que o termo bolha imobiliária no Brasil é IRRELEVANTE, queiram os bolhotas ou não.

Anônimo disse...

Irrelevante? Tão irrelevante que você perde seu tempo para fazer um blog sobre o assunto, se fosse tão irrelevante assim, você deixaria isso para lá, mas insiste em negar a existência da bolha.

Sinal que o assunto bolha imobiliária está incomodando a sua imobiliária, não é Senhor Marco Antônio?

Kássia Tavares disse...

E se vocês têm tanta certeza assim que os preços vão cair, por qual motivo se irritam tanto quando eu mostro que vão subir - como estão subindo?

Anônimo disse...

Não me irrito não, estou muito tranquilo. Você que considera isto irritação. Meu dinheiro está muito bem guardado.

Acho que o problema está em você, que transfere seus sentimentos para os outros.

O mais engraçado de tudo é que o assunto bolha já está na boca do povo, assim como há 3 anos atrás o assunto era valorização dos imóveis.

Não vai ser o seu blog negando de pé junto que irá mudar a opinião das pessoas, Kássia.

Acima da economia, acima de questões de mercado, as pessoas já descobriram que a valorização não mais se realizará e tantas outras já perceberam que podem ficar tranquilas, pois os preços estão em franca queda.

Basta ver o Setor Noroeste, cuja cotação estava prevista para R$ 20.000 o metro em 2014.

Estamos em 2013, e os preços estão estagnados desde 2011 em R$ 10.000, e mesmo assim não vende.

Anônimo disse...

Eu não sei por que você esta fosforilando tanto sobre o tópico, tenta justificar de uma forma é rebatida, justifica de outra é rebatida também. Não adianta, o tema é esdruxulo, injustificável, por dezenas de motivos, é uma tentativa pífia é até um pouco desesperada de negar o inevitável.

Como você pode comparar venda de imóveis, um assunto que interessa a uma grande parcela da população, é divulgado todo dia pela imprensa, ocupa boa parcela do marketing brasileiro e sempre foi e sempre será um assunto corriqueiro, com a bolha imobiliária que é um fenômeno novo, não tão palatável, pouco noticiado e discutido. Não tem o menor cabimento essa elação, em um primeiro momento eu pensei que fosse algum tipo de brincadeira, mas parece que você esta levando a sério mesmo.

O fato de um assunto ser mais discutido, estudado ou noticiado do que outro, não o torna inverídico. Vou lhe exemplificar com um fato histórico que acredito que você deva conhecer.

As vésperas da 2º Guera mundial ninguém acreditava que Alemanha Nazista era a maior potência militar do mundo e iniciaria um projeto de invasão pela Europa, Winston Churchill então membro do parlamento foi ridicularizado por boa parte dos ingleses pois entendia que a Inglaterra devia investir na militarização para se proteger dessa ameaça. Pouco tempo depois a Alemanha invadiu a Polônia e 9 meses após Winston Churchill foi eleito Primeiro Ministro e liderou a Inglaterra na resistência contra a Alemanha Nazista na maior guerra que a humanidade já presenciou.

Kássia Tavares disse...

Querido, este artigo é apenas mais um da série: derrubando os mitos da bolha imobiliária. Eu apenas mostrei como os bolhotas MENTEM e disseminam informações erradas e mentirosas. Foram os bolhotas que adotam o argumento de que a frequencia de pesquisa do termo no Google é evidência de bolha. Eu apenas mostrei que eles mentem pois não contam toda a história - que é a comparação do termo "bolha" com outros associados ao mercado. E, ainda, que o termo "bolha" chegou a liderar buscas nos EUA em 2005, e aqui ele é irrelevante.
Isso tudo só se conhece neste blog, pois em outros lugares por aí dissemina-se a mentira, inclusive por meio de notícias falsificadas, observe no link abaixo:

http://www.politicaeconomia.com/2012/11/site-bolha-imobiliaria-falsifica.html

O fato é que a maioria dos que defendem a hipótese da bolha imobiliária são pessoas negativas, cheias de rancor interno, que disseminam ódio, ranço e rancor contra quem, legitimamente, compra imóveis para investir - prática que ocorre há séculos.

Esses bolhotas são pessoas muito preocupadas com dinheiro, e erraram em suas análises há 5 anos atrás, e agora buscam alguém para debitar seus erros, então tentam imputar aos "investidores", "construtoras", incorporadoras e corretores o erro por eles cometidos.

Eles não percebem que quanto mais fazem isso, mais chafurdam na lama que se encontram, morando de alguel e esperando milagres - e, claro, disseminando mentiras, falácias e informações erradas na vã esperança que isso influencie outras pessoas com sua loucura.

E, claro, perdem tempo odiando quem traz os fatos à luz, como este blog. Aqui narramos os fatos - como os deste artigo.

Anônimo disse...

é muito divertido entrar nesse site :)

dizem: As pessoas estão procurando se informar mais sobre o que está acontecendo no mercado. A ser dono de blog diz: MENTIRA!, os dados de pesquisa no google dizem que não há bolha....

na verdade ele não desmonta o argumento que é: As pessoas estão procurando mais pois estão mudando sua mentalidade.

fico pensando se o ser dono desse blog sabe a realidade e tenta nega-la em proveito próprio ou é burro mesmo... mas no trecho abaixo ele mostra a resposta:

"O fato é que a maioria dos que defendem a hipótese da bolha imobiliária são pessoas negativas, cheias de rancor interno, que disseminam ódio, ranço e rancor contra quem, legitimamente, compra imóveis para investir - prática que ocorre há séculos.
"


Em outras palavras: parem de tentar mexer no meu negócio! eu quero lucrar mas já não tá dando mais, vou ter que devolver meu imóvel pra construtora e perder dinheiro!

hahaa

Anônimo disse...

Realmente é muito difícil debater qualquer assunto quando existem interesses envolvidos, não importa quão claros e fortes sejam nossos argumentos, para a pessoa objeto da discussão, sempre seremos tomados como grandes idiotas ou qualquer adjetivação de calão pouco oneroso. Não me refiro apenas a presente situação, mas a uma característica muito comum em algum seres humanos.

Em sua resposta fica evidente, para todo que leem de forma imparcial, uma tentativa de se esquivar do assunto, até então discutido, de forma agressiva, partindo para um ataque falacioso, despejando impropérios e utilizando material diverso para acusar algo ou alguém totalmente diverso a discussão.

Kassia seu artigo é ruim, simples assim. Porque é ruim? Por toda a dezenas de motivos enumerados anteriormente. Independente de você xingar, achincalhar, adotar uma postura de soberba, ou qualquer artifício que o valha, não importa, o artigo continua sendo ruim.

Se você não gosta da participação das pessoas contrárias as suas predileções, porque simplesmente não deixa de aprovar nossos comentários, invariavelmente perceberemos que somos persona non grata no presente espaço e não mais iremos atrapalhar seu espaço de inteligência, racionalidade e acima de tudo tolerância.

Roni disse...

Ao que parece houve um problema com os trends escolhidos!

De todo modo, considerando o padrão de crises (economicas) anteriores é provável que quando esta busca pelo termo 'bolha imobiliaria' convencer a tia Kkkassia o mercado imobiliário já esteja devastado!


Kássia Tavares disse...

Ok, você acha que o artigo é ruim. Eu acho que ele é bom. Cada um tem sua opinião. Pelo menos é meu artigo. Pode ser ruim, ou bom. Eu que escrevi e respondo por ele. Tem site por aí que só copia e cola. E, outros, pior: falsificam a notícia! kkk

Anônimo disse...

Comprou um pronto e vendeu. É que percebeu que ia valorizar muito e estava cansada de ganhar dinheiro....(não, é porque apareceu uma "oportunidade", é lógico....)

Visitante Carioca disse...

Kássia, tá feliz da vida né?

A CEF baixou em 0,5% a taxa juros dos financiamentos acima de 500 mil reais e nosso grande ministro da economia Margarina Vaselina KY vai , em conjunto com o Ministro do Trabalho e do conselho curador do FGTS, anunciar nos próximos 6 meses o aumento do limite de aquisição dos imóveis com recursos do fundo para R$750 mil reais.

É mulher, vai subir mais 40% esse ano. E ainda tem Copa das Confederações.

Kássia Tavares disse...

40% não vai subir mesmo. Mas mantenho minha aposta de 10% nos primeiros seis meses.

Visitante Carioca disse...

Subiu 13% ao longo de todo 2012.

Você realmente acha que vai subir 10% na metade do tempo gasto no ano anterior?

Kássia Tavares disse...

eu não iria comprar nada em 2012, mas apareceu um negócio muito bom, comprei, reformei e vendi. E, lucrei, claro. Bastante. Se pudesse teria ficado com o imóvel, mas tenho imóveis sendo entregues este ano e preciso de dinheiro para pagar as chaves. Então já estou com meu fluxo de caixa completamente equalizado para 2013 e 2014, de modo que poderei esperar tranquilamente pelo melhor ponto de venda, para extrair o maior lucro possível, e vender pelo maior valor possível. Claro que o governo do PT vai me ajudar, aumentando o limite do FGTS para 750k.....rs..rs..

Kássia Tavares disse...

Ah, eu amo o governo do PT. Eles têm sido muito bons para mim.

Kássia Tavares disse...

Subiu 13,7% ao longo de 2012. E o crescimento dos preços está se acelerando, lentamente, mas está. O novo patamar de juros baixos ainda está produzindo seus efeitos na economia. O PIB deste ano vem acima de 3.5% (previsão do Alexandre Schwartsman - um dos mais pessistas do mercado), então com PIB mais elevado que 2012, juros mais baixos que 2012, FGTS 750k e CEF derrubando os juros do crédito habitacional (e bancos privados ampliando a competição nesse mercado), é bastante provável que a valorização em 2013 fique superior à de 2012.

Visitante Carioca disse...

Kássia, eu estive ontem no Complexo do Alemão, fui andar de bondinho.

Sabe como é, esses turismos antropológicos. rss.

Te garanto com total certeza que mesmo que a economia cresça 15%, os 100 mil moradores do complexo do alemão vão continuar sendo moradores do complexo do alemão.

Os 4 milhões de habitantes da baixada, mesmo com juros mais baixos e economia acelerando, NÃO conseguirão comprar imóveis 10% mais caros com saúde financeira em suas dívidas.

Sinceramente, você se mostra otimista de quando a conta disso tudo chegar? Em 2015 ou 2017 acha que a coisa vai estar bem?

Lembre-se que a TR é função da inflação. Se a inflação dispara, a TR aumenta, os saldos devedores aumentam, e tudo começa a escafeder-se. A previsão desse ano, as mais conservadoras, é de inflação a 7%, isso em termos de IPCA. O IGPM vai para em torno de 9%.

Sabe que bonança descontrolada gera merdas incontroláveis né?

Anônimo disse...

Kássia, a redução dos juros nos financiamentos e o aumento do limite do FGTS tem um motivo só: que os preços dos imóveis caibam no bolso do consumidor. Porque atualmente o mercado está parado e ninguém está conseguindo vender imóveis, sobretudo os acima de 500.000.

A lógica está invertida. Ao invés de resolverem o problema básico, que está nos preços (que subiram além dos limites normais da economia: oferta, procura efetiva e real, reajuste do INCC), estão mexendo nos acessórios.

Mais um sinal de que o mercado está nos seus últimos suspiros antes de ir para a UTI.

Daqui a pouco só restará reza brava.

Kássia Tavares disse...

Eu ouvi hoje na CBN um entrevista com o cara da FIPE falando sobre desemprego. Ele disse que a taxa vem abaixo de 5%, 4,9% precisamente. E que os salários ofertados pelas empresas privadas subiram 20% em 2012, e os salários efetivamente contratados subiram 33% em 2012. E disse que o processo vai continuar em 2013, mesmo com a economia longe de sua melhor forma.
Isso são dados agregados e não evidências anedóticas de passeios de bondinhos e turismo de classe média alta na favela do Rio.
Ou seja, a renda do trabalho vêm crescendo, e isso é um dos fatores que sustentam a alta dos preços dos imóveis.

Anônimo disse...

Tudo bem, estão mostre alguma pesquisa que demonstre claramente que existem brasileiros capazes de pagar o que é solicitado pelo mercado.

Sem enrolar, ofender, dissimular, simplesmente posta o link da fonte ou copia e cola ele a aqui, com a fonte também.

Não vem com essa de que isso ou aquilo, mostre, prove que tem gente para pagar o que você sonha, sem s esconder atrás de indício disso ou daquilo.

Se você provar que existem brasileiros, com renda comprovada, suficientes para absorver a oferta do mercado imobiliário eu prometo que não encho mais o seu saco nesse blog e vou aceitar a minha condição de pobre e incompetente.

Visitante Carioca disse...

Você é esperta, pensa o seguinte:

Aumenta o salário, o desemprego tá caindo e o produto não sai do lugar. Qual o resultado desta conta? Qual o resultado desta conta?

Te respondo:

Você tinha 3 pessoas ganhando 30 reais no total e 3 maçãs na economia. Pelo equilíbrio macroeconomico de renda=despesa agregada=produto, as maçãs custariam 10 reais cada (suponha que o único produto da economia seja a maçã). Ou seja, cada pessoa tinha direito a uma maçã e pagava 10 reais cada um deles por uma maçã. O salário era suficiente para comprar o produto existente.

Agora temos 5 pessoas ganhando 60 reais no total (aumento de 20% na renda das pessoas que estavam empregadas, e emprego aumentou em 66% no exemplo acima), mas eu continuo tendo somente 3 maçãs disponíveis no mercado (o produto é o mesmo, não cresce).

Agora, o salário médio é de 12 reais, e só tenho 3 maçãs, você acha que o preço da maçã vai continuar sendo apenas 10 reais?

Supondo que a maçã é o único produto da economia, e pela igualdade macroeconômica que Renda é igual ao Produto, temos 60 de renda (salários dos 5 peões) e 3 maçãs, para a igualdade se verificar, cada maçã terá que custar 20.

Ou seja, com o salário dos peões, eles não conseguirão mais comprar a mesma unidade de maçã que compravam antes. Cada pessoa com seu salário só poderá comprar 0,6 maçãs.

Ou seja, embora as pessoas tenham ficado mais ricas (agora ganham 12, e antes ganhavam 10) e mais pessoas estão empregadas (antes eram 3 peões empregados, agora são 5 zé ruelas) o bem estar de todas elas caiu, porque o produto não cresceu, e o preço do mesmo produto que existia antes aumentou.

Isso pode acontecer com os imóveis, mas está acontecendo com a economia como um todo.

Então, lembre-se, o lucro que você faz com seus imóveis não será mais suficiente para pagar suas pousadas na Bahia, para comprar seus maços de cigarro, para pagar o combustível para ir para sua casa de fim de semana em Alto Paraíso na mesma quantidade que você faz hoje. Porque a renda, irresponsavelmente, está subindo (será mesmo? eu estou tendo aumento real próximo de zero nos últimos anos) e o produto não está subindo.

Depois dessa breve aulinha tola de inflação, espero que você tenha consciência que queda do desemprego e aumento de renda sem contrapartida na produtividade do trabalho e aumento do produto geral não é algo para se comemorar.

Kássia Tavares disse...

Tudo bem, estão mostre alguma pesquisa que demonstre claramente que existem brasileiros capazes de pagar o que é solicitado pelo mercado.

Sem enrolar, ofender, dissimular, simplesmente posta o link da fonte ou copia e cola ele a aqui, com a fonte também.

Não vem com essa de que isso ou aquilo, mostre, prove que tem gente para pagar o que você sonha, sem s esconder atrás de indício disso ou daquilo.

Se você provar que existem brasileiros, com renda comprovada, suficientes para absorver a oferta do mercado imobiliário eu prometo que não encho mais o seu saco nesse blog e vou aceitar a minha condição de pobre e incompetente.


Isso é uma besteira por vários motivos:

i. primeiro que incorrer no mesmo erro dos bolhotas, que pegam a pesquisa do PNAD e saem tirando conclusões em cima dela ("que tem x pessoas ganhando acima de não-sei-quantos-mil no Brasil, no Rio em BSB e etc). Esses dados não captam a economia informal, pessoas que trabalham com PJ, etc.

ii. o mercado imobiliário não é um porta, que vc abre e entra. É um escada. As pessoas entram embaixo e vão evoluindo, trocando seus imóveis mais baratos por outros mais caros. 99% das transações são assim, pessoas que venderam um mais barato e vão comprar um mais caro. As pessoas herdam imóveis, compram consórcios e etc.

iii. E, por fim, essas conjecturas não adiantam nada, de estimativas de quantidade de pessoas que podem comprar com base na renda, pelos motivos acima. É preciso se olhar os indicadores de resultados: negócios que estão sendo fechados e ITBI. Com isso vc tem uma ideia do que acontece no mercado, não com estimativas furadas de renda com base na PNAD, ou qualquer outro dado do IBGE.

Kássia Tavares disse...

Agora temos 5 pessoas ganhando 60 reais no total (aumento de 20% na renda das pessoas que estavam empregadas, e emprego aumentou em 66% no exemplo acima), mas eu continuo tendo somente 3 maçãs disponíveis no mercado (o produto é o mesmo, não cresce).

Agora, o salário médio é de 12 reais, e só tenho 3 maçãs, você acha que o preço da maçã vai continuar sendo apenas 10 reais?

Supondo que a maçã é o único produto da economia, e pela igualdade macroeconômica que Renda é igual ao Produto, temos 60 de renda (salários dos 5 peões) e 3 maçãs, para a igualdade se verificar, cada maçã terá que custar 20.


Esse é um dos motivos da subida de preços dos imóveis. "Maçãs" vc importa (que vc desconsiderou no seu modelo), imóveis não. Como a oferta é limitada, o preço, sobretudo em áreas nobres, sobe.

Visitante Carioca disse...

Importação diminui o produto interno bruto.

Y (produto) = C (consumo) + I (investimento) + G (gastos do governo) + X (exportações) - (sinal de negativo) M (importações).

Kássia Tavares disse...

A a exportação aumenta. E as exportações brasileiras dispararem de 10 anos para cá, tanto em volume quanto em valores. Isso se refletiu na economia brasileira, aliás, como bem prevê essa identidade macroeconômica mostrada.

Visitante Carioca disse...

Bom, já que estamos falando em economia. Você já ouviu falar em efeito renda, efeito substituição e efeito dotação?

Pois então, aplique isso ao mercado imobiliário. Você vai descobrir onde vai parar o equilíbrio desse mercado.

Kássia Tavares disse...

Você já ouviu falar em efeito renda, efeito substituição e efeito dotação?

Não sou economista. Nunca ouvi falar desses termos...

Anônimo disse...

Kassia em relação a importância da renda para o mercado imobiliário.

O que você falou não é verdade, bem como é completamente infundado, o que acontece é que você não consegue comprovar que existe demanda para a oferta existente no mercado e aí vem com estes subterfúgios e invenções, como é o caso da renda informal.

Você sabe e foi utilizado em outras argumentações suas que a maior parte dos imóveis financiados no Brasil, de acordo com dados da CEF, são para pessoas que estão adquirindo o primeiro imóvel, e não quem esta comprando um novo imóvel ou investido em um. Falar que 99% das transações são de pessoas que estão trocando de imóvel é ridículo, depois não venha acusar outros de mentirosos.

Agora no que se refere a renda informal, primeiro enumere as atividades informais que são tão bem remuneradas que possibilitariam a compra de imóveis no cenário atual. Segundo, vamos agir com bom censo, pense bem, um indivíduo que exerça uma atividade informal que o possibilite comprar imóveis nos atuais valores, qual é a possibilidade desse indivíduo passar incolome pela receita federal. Movimentações acima de 5000 reais mensais são rastreadas pela receita federal, imagine um indivíduo com rendimentos acima de 20k no mínimo, vamos combinar que não é um argumento muito lógico.

Em relação a pessoa jurídica, eu não entendi seu argumento, pessoa jurídica declara imposto de renda e o paga como qualquer outra, em um regime diferente mas o faz da mesma forma, fazem parte das estatísticas oficiais, eu não sei de onde você tirou essa informação de que não são contabilizados.

Finalizando, Kassia, o que todos nos queremos são os dados sobre as vendas, os valores das mesmas, nos também achamos que seja o dado mais importante, isso foi amplamente discutido no seu artigo anterior, mas aonde estão esses dados, se você tem acesso a eles por favor nos mostre, o que você tem mostrado mesmo é o FIPEZAP.

Agora afirmar que não importa saber se existe pessoas com renda suficiente para comprar o que você esta vendendo, que tipo de investimento é esse, como alguém coloca algo a venda no escuro, sem ter a menor estimativa da capacidade de retorno de seu investimento. Poxa, você tem que pensar um pouco mais antes de sair digitando.

Anônimo disse...

Espera a bolha estourar, honey... Viu Globonews hj???

Anônimo disse...

problema resolvido. Aprenda um pouco de economia kássia... assim vc tende a entender melhor por que seus argumentos são furados...

quando o cara deu o exemplo da inflação vc falou que era justamente por isso que o preço do imóvel subiria... se é isso, venda logo seu imóvel e aplica em algum fundo que pague um pouco acima da inflação (ele existem e são facilmente encontráveis).... vc lucrará mais do que segurar seu imóvel...

isso é o típico pensamento de quem não entende que vender um imóvel por R$ 100.000 hoje ou por R$ 110.000 daqui um ano é a mesma coisa se a inflação for de 10%.... no seu tipo de pensamento vc vai falar que ficou mais caro o imóvel e que vc vai ganhar dinheiro...

pior, vc é a pessoa que se no fim do ano o imóvel valer R$ 105.000 vc vai comemorar o ganho de R$ 5.000 e nunca entenderá por que perdeu R$ 5.000

Kássia Tavares disse...

Poxa, como vc é baum, heim? Entende tudo de economia e precisa sonhar com bolhotas imaginárias para comprar um imóvel....

Anônimo disse...

Parafraseando uma opinião anterior deste blog.

Pela sua lógica vai ter CEO de empresa morando em apartamento 2 quartos na Saúde (bairro médio em São Paulo) porque comprou em 2016, já no apartamento de baixo vai estar um dos diretores que ganha 20k e comprou o apartamento em 2014, mais abaixo o engenheiro sênior que tem rendimento de 15k mas comprou em 2010, e na cobertura vais estar a Dona Maria, pensionista do INSS, com renda 4 SM, mas que comprou o apartamento em 2000. E o engenheiro que acabou de deixar ser treinee? Vai morar na favela do Buraco Quente de aluguel.

Não é questão de ser bem sucedido, por mais que você o seja, dificilmente você conseguira algo compatível com suas estimativas no atual cenário.

Kássia Tavares disse...

Já é assim, querido. No Plano Piloto em Brasília tem várias situações de funcionários públicos antigos, com salãcio de 4 ou 5k, morando em aptos de 4 quatros, 200m2 e valor de R$ 2 milhões de reais.
E, ao mesmo tempo, vários funcionários públicos novos, com salário de 15k que não conseguem comprar nem um apto de 2 quartos no Plano.

Na Zona Sul do Rio de Janeiro é a mesma coisa. Um monte de velhinha viúva morando naqueles aptos no Leblon que valem milhões, e ganhando pensão do INSS. E os engenheiros da Petrobras com salário de 20k quando muito conseguem comprar no Recreio dos Bandeirantes.

Bem vindo à realidade: o seu patrimônio tem menos relação com o que vc ganha, e mais com o que vc gasta.

Anônimo disse...

Sra., por favor, pare de falar sobre algo inexistente (Bolha Imobiliária) e fale sobre Política e Economia - o nome desse site

Mesmo que você ache que "Bolha Imobiliária" possa ser inserido em "Economia", isso seria um ou outro tópico apenas, não a matéria principal do site

Você está se perdendo aqui

Visitante Carioca disse...

Em economia não se mede riqueza pelo patrimônio, mas sim pela variação do serviço do patrimônio, que é denominado "renda" ou "produto".

Sabe por quê?

Porque ainda não conseguiram descobrir um índice de depreciação absoluto óbvio para infligir no estoque de patrimônio. E nunca conseguirão.

Linha de telefone já foi patrimônio, hoje em dia não é mais. Qual foi o depreciador implícito do patrimônio linha de telefone? Foi 100%.

Vou dar um exemplo esdrúxulo e já vou avisar com antecedência para depois a senhorita não usá-lo contra mim para ridicularizar.

Imagina que você é proprietária do bairro de Ipanema. Aí imagina que de repente uma placa tectonica se parte ao meio no Atlântico e a região passa a ser constantemente vítima de terremoto, e consequentemente de tsunamis. O depreciador de Ipanema que atualmente deve ser de 15% ao ano (digamos, a única depreciação dos imóveis lá é oriunda da idade dos mesmos), pode saltar para 50%, ou para 100% em caso de imóveis térreos e garagens subterrâneas. O Patrimônio fica vulnerável.

Enfim, patrimônio é sujeito a variações de valor dos mesmos. Você é rica hoje, e amanhã pode não mais ser.

Por isso riqueza é medida por renda, pois a única depreciação da renda é a inflação, que é mais fácil de se medir.

Anônimo disse...

O seguro de obra da CAIXA, obriga a substituir a construtora em caso de paralisação da obra por mais de 30 dias. E tem gente que acredita nisso, no patrimônio de afetação e também no Fundo Garantidor de Crédito – hahahahahahahahahahahaha

* 04/Dez/2012 – Decisão judicial obriga CAIXA a substituir construtora falida

“http://www.bocaonews.com.br/noticias/principal/justica/48916,decisao-judicial-obriga-caixa-a-substituir-construtora-falida.html”

“Cinco anos já se foram e a promessa de ser entregue em 18 meses passou da validade. Lá se vão 60 e até o momento nada. Foi uma aquisição que só me trouxe prejuízos”, disse o engenheiro que investiu R$ 150 mil no apartamento.

“O pior é que estou com contrato preso com a Caixa Econômica Federal (CEF). Não posso adquirir outro imóvel porque estou financiando esse que não está servindo de nada. Ainda estou pagando o seguro imóvel e a CAIXA não quer dialogar.

Segundo o advogado Henrique Guimarães, que representa os consumidores na ação, os empreendimentos continham seguro de obra da CEF e Caixa Seguradora, que obrigava tais entidades a substituírem a construtora em caso de paralisação da obra por mais de 30 dias.

leandromete disse...

Continua a mesma coisa? Não estou conseguindo ver os gráficos... mas o mercado continua firme e forte, né? Estou fechando um financiamento sexta...!! Finalmente vou ter meu teto só meu!

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