domingo, 26 de janeiro de 2020

Sérgio Moro x Jair Bolsonaro - os motivos da cizânia

É notório que há um antagonismo entre o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Justiça, Sérgio Moro. A maior parte dos jornalistas aponta que o motivo para tal situação seria que Bolsonaro teria “ciúmes” e medo de “popularidade" de Moro, o qual poderia ameaçar o projeto de reeleição de Bolsonaro em 2020. Esses são argumentos repetidos por jornalistas, que não só não entendem nada de Segurança Pública, como na sua maior parte são esquerdinhas e contrários ao governo Bolsonaro. Mas o real motivo da divergência é que Moro não executa a política de segurança pública definida pelo presidente.

Sérgio Moro x Jair Bolsonaro - os motivos da cizânia

Antes de mais nada, Bolsonaro não tem "medo" da popularidade de Moro porque que se a economia e a segurança pública continuarem na trajetória que estão, Bolsonaro se reelege em 1ª turno em 2022 (aliás, como apontou a pesquisa da MDA/CNI desta semana). O Moro não tem chance em uma disputa contra o Bolsonaro montado em uma economia bombando.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Forbes: escândalo nazi no Brasil não tem importância

Na semana passada, foi outro daqueles escândalos do Twitter infundidos no Brasil, dos quais apenas os viciados em política se preocupam. Este deu aos que menosprezam o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, quase tanto quanto Donald Trump, um motivo para se gabar de "eu te disse". Sim, membros do gabinete de Bolsonaro são nazistas obstinados, era a mensagem. Portanto, a maçã não cai longe da árvore. Um mais um é cinco.


Tudo aconteceu quando o terceiro contratado de Bolsonaro como Secretário da Cultura, Roberto Alvim, anunciou nas mídias sociais uma nova bolsa de arte financiada pelo Estado.

Brasil está sofrendo fuga de capitais? Sim, e isso é bom!

Diz-se por aí que o Brasil vem sofrendo "fuga de capital" por conta do governo Jair Bolsonaro. De fato, em 2019 já saíram da Bolsa de Valores brasileira mais e U$ 40 bilhões de dólares. O que não dizem é que isso é um processo previsível e desejado pelo governo.


Na verdade isso é fuga de capital especulativo. Era o dinheiro que vinha fazer “arbitragem” de juros. Os juros nos EUA está em 1,5%. Como o Brasil do PT pagava 14,5%, os investidores entravam no Brasil e compravam títulos do governo que pagava 14,5%. Vai ficando e lucrando a diferença de juros (14,5% - 1,5%). Tem um risco nessa operação que é a desvalorização do câmbio, mas quando o diferencial de juros é muito alto, vale a pena.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Autoritarismo e Liberalismo no Brasil: do Império a Bolsonaro

Convivência entre Autoritarismo e Liberalismo

Autoritarismo e Liberalismo no Brasil: do Império a Bolsonaro

O Brasil tem uma tradição de governos de corte autoritário, e uma progressiva adoção de aspectos liberais no campo econômico, refletindo uma convivência entre autoritarismo político e liberalismo econômico. Neste texto analisamos o contexto político e econômico das fases imperial e republicana, mostrando que as ideias liberais vem sendo progressivamente adotadas no Brasil, com uma descontinuidade marcante no início do século XXI, com inflexão autoritária na economia e na política. A partir de 2016, porém, retoma-se o processo liberalização político e econômico.

domingo, 22 de dezembro de 2019

O que é o bolsonarismo? breve resumo de origens e ideologias

Muita gente fica confusa com o Bolsonarismo. Não se sabe direito o que ele significa, tendo em vista que há bandeiras aparentemente antagônicas, como por exemplo defesa de privatizações e o nacionalismo. Este artigo faz um breve resumo desses diversos pontos que foram o momento.


O Bolsonarismo é um movimento meio que desorganizado, sem uma unicidade lógica ou ideológica. E isso começa com a falta de consistência ideológica do próprio Jair Bolsonaro. A pauta do Deputado Jair Bolsonaro foi historicamente a defesa de causas corporativistas da classe militar e policial - um segmento que sempre foi anti-esquerda e anti-PT, simplesmente porque a esquerda em geral, e o PT em particular, nunca teve proposta para Segurança Pública.

Governo Lula x Flavio Bolsonaro: comparativo de corrupção

A eclosão das revelações das denúncias de corrupção no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro vem alimentando uma tentativa da esquerda, de uma parte da imprensa, e até mesmo do povo "isentão" de criar uma narrativa de equalização em termos de corrupção entre Bolsonaro e Lula. O que é uma piada, dada as dimensões dos dois casos.


Vamos colocar em perspectiva. É óbvio que houve rachadinha e que a loja da Kopenhagnen foi usada para esquentar o dinheiro desviado do salário dos assessores. Mas isso coisa de ladrão de galinha, coisa de milhares de reais. O MP do Rio mostra R$ 2 milhões de transferências ao longo de 12 anos, e isso dá R$ 160 mil por ano, sendo que a maior parte desse dinheiro era de salário dos familiares do Queiroz. Ou seja, pelo que o MP-Rio sugere, ele colocava as filhas e a mulher como funcionárias fantasmas para pegar o salário e desviar para o deputado.

sábado, 21 de dezembro de 2019

Jair Bolsonaro institucionalizará a "rachadinha" em todo o serviço público com a reforma administrativa

O escândalo das rachadinhas que foi desvendado pelo MP do Rio de Janeiro em gabinetes de deputados estaduais do Rio de Janeiro, entre os quais o mais famoso é o agora senador Flávio Bolsonaro, pode se institucionalizar caso seja aprovada a reforma administrativa que está sendo gestada no Ministério da Economia, e como quer o presidente Jair Bolsonaro.


Esse tipo de desvio de dinheiro público "rachadinha" só acontece em áreas do serviço público nas quais os funcionários não têm estabilidade no emprego, como são os funcionários dos gabinetes. Nesses lugares, o controlador de determinados cargos públicos, como são os Deputados em seus gabinetes, podem exigir as rachadinhas em troca de nomeações. Ou seja, podem "negociar" que os funcionários nomeados por eles devolvam uma parte ou todo o salário como uma espécie de "pagamento" pela nomeação.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Agradecimentos aos insetos do Brasil não é do Mourão

O texto não é do General Mourão, vice-presidente da República, como se divulga nas redes sociais. Mas mesmo assim é um bom texto de um autor anônimo.

Agradecimentos aos insetos do Brasil não é do Mourão


AGRADECIMENTO AOS INSETOS DO BRASIL

sábado, 14 de dezembro de 2019

Parlamentarismo é superior ao Presidencialismo?

Formas de governo (presidencialismo e parlamentarismo) têm sido tratadas de forma acadêmica apontando o parlamentarismo superior ao presidencialismo na formatação de governos mais cooperativos, e sobre a legislação partidária, sustentando uma revisão crítica com atenção ao nível de centralização do processo decisório e sua influência na performance do governo.

Parlamentarismo é superior ao Presidencialismo?

A primeira seção analisa a questão da paralisia decisória em governos parlamentaristas, que são tidos como formas de governo que foram “automaticamente” governos de maioria. O autor mostra dado de Kaare Strom apontando que, no período do pós-guerra, 36,2% dos governos parlamentaristas foram minoritários - o que coloca em xeque essa noção. Além disso, situações históricas como na Grécia 1989, Dinamarca em 1990, e podemos colocar Espanha, em 2019, mostram que governos parlamentaristas não estão imunes à paralisia.

Sociedade civil, instituições participativas e representação política

O autor AVRITZER, Leonardo aponta em seu texto “Sociedade civil, instituições participativas e representação: da autorização à legitimidade da ação” que a sociedade civil vem ampliando sua participação nas políticas públicas e nas instituições participativas, como os “conselhos” dos governos do PT - muito dos quais agora cancelados no governo Bolsonaro - e que essa “nova” forma de “representação” é diferente - seria “pluralista” - da “representação” parlamentar.

Sociedade civil, instituições participativas e representação política

A teoria da representação, de Pitkin, tem fundamento em Hobbes no conceito de autorização: o representante fala em nome do representado pois tem autoridade para isso. O autor questiona as condições de legitimidade da representação no contexto de eleições - processo ao qual ele atribui status monopolista em territórios - e que esse modelo consolidou a forma de governo baseada em unidade da comunidade política. Recentemente esse conceito de representação monopolista vem sendo criticada, com outros tipos de representação surgindo, como: “representação virtual”, “representação além da eleitoral”, e “representação discursiva”.

Resenha: Financiamento partidário no Brasil - Pedro Floriano

O autor Pedro Floriano analisa em seu texto "Financiamento partidário no Brasil" a estrutura de financiamento dos partidos políticos no Brasil em 2007, e propõe uma linha de pesquisa sobre democracia, com foco em transparência e controle.

Resenha: Financiamento partidário no Brasil

Os partidos dependem de trabalho e dinheiro, e com o passar dos anos, há a necessidade de migrar do trabalho voluntário para o profissional, o que demanda dinheiro, sendo que as doações de grupos de interesse e contribuições de empresas privadas são os dois maiores vetores.

Resenha: Elites Agrárias, State Building e autoritarismo

A autora Elisa Pereira Reis propõe em seu artigo "Elites Agrárias, State Building e autoritarismo" um modelo teórico sobre o papel das elites agrárias na formação do Estado moderno brasileiro e sua concepção autoritária, e faz uma análise do processo brasileiro comparado ao da Alemanha.

Resenha: Elites Agrárias, State Building e autoritarismo

Os traços autoritários da sociedade brasileira têm explicações no campo cultural e também institucional jurídica-política, neste caso oriundo da formatação do patrimonialismo burocrático português.

Resenha: Religando as arenas institucionais, de Peres e Carvalho

Resenha: PERES, Paulo; CARVALHO, Ernani. “Religando as arenas institucionais: uma proposta de abordagens multidimensionais nos estudos legislativos”.


Os estudos legislativos posteriores à segunda metade dos anos 1990 procuram explicar as dinâmicas legislativas com base em variáveis exógenas, como o sistema eleitoral, e endógenas, como as competências decisórias do Presidente da República e dos líderes partidários.

sábado, 9 de novembro de 2019

Lula solto e Bolsonaro re-eleito no 1º turno em 2022

O fato de Lula ter sido solto tem potencial de ajudar a reeleição de Bolsonaro em 2022. Até mesmo porque a liberdade de Lula pode ser provisória. Vejamo: em outubro de 2020, o Fux (apoiador da Lava Jato) será o presidente do STF, e no lugar do Celso de Melo (garantista), haverá um ministro indicado pelo Bolsoraro, provavelmente o Andre Mendonça (atual AGU), que é evangélico, conservador, linha dura e aliado do Moro. Ou seja, o placar vira para 6x5 para lava Jato daqui a 1 ano. Em junho de 2021, sai o Marco Aurélio e entra no lugar o Moro. E aí o placar altera para 7x4 a favor da Lava Jato.

Lula solto e Bolsonaro re-eleito no 1º turno em 2022

Na economia, em 2020 o Brasil estará crescendo 3% (segundo previsão do presidente do Bradesco). Isso vai ajudar aliados do Bolsonaro nas eleições municipais, elegendo vereadores e prefeitos aliados, que são os cabos eleitorais da eleição de 2022.

domingo, 19 de maio de 2019

Um desastre chamado Bolsonaro: como elegemos alguém pior que a Dilma?

Todos que votaram em Bolsonaro temos que admitir: votamos no cara errado e fomos feitos de idiotas. Caímos no mesmo estratagema que tanto criticamos na esquerda, qual seja, fomos os idiotas úteis.

Um desastre chamado Bolsonaro: como elegemos alguém pior que a Dilma?

Após 5 meses de desgoverno, não há mais ilusões: Bolsonaro é um engodo. O "governo" dele não existe. Ele é apenas maluco guiado por teorias conspiratórias e influenciado por outros tão ou mais desequilibrados.

domingo, 24 de março de 2019

Bolsonaro, esqueça Lula e Temer. Inspire-se em FHC, que aprovou 34 PEC´s no Congresso e não está preso

Ao ser questionado sobre as críticas feitas por Rodrigo Maia à falta de empenho do governo para aprovar a Reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro disse: "O que é articulação? O que está faltando eu fazer? O que foi feito no passado? Eu não seguirei o mesmo destino de ex-presidentes, pode ter certeza disso”.


Bolsonaro insinua Lula e Temer estão presos porque fizeram articulações para aprovar seus projetos no Congresso, o que não é verdade. Lula está preso por um crime que aconteceu após sua saída da presidência, e Temer está encarcerado por suspeitas relativas a 2014, antes, portanto, de se tornar presidente.
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