sábado, 19 de janeiro de 2013

Da série Where is the Bubble? Crédito Imobiliário bate recorde em 2012

O crédito para a compra da casa própria bateu recorde em 2012. A Caixa Econômica Federal concedeu um volume de R$ 101 bilhões para empréstimos imobiliários. Houve um crescimento de 33,8% em relação ao ano anterior (2011) quando a disponibilidade de recursos atingiu R$ 75,4 bilhões. Diante do aquecimento do mercado, a projeção para 2013 é ainda mais otimista. O banco estima que as contratações cheguem a R$ 120 bilhões.


Em 2012 a caderneta de poupança registrou a maior captação líquida desde 1995 – ano em que o Banco Central passou a fazer o acompanhamento -, e os depósitos superaram os saques em R$ 49,719 bilhões, a expectativa segue altamente positiva para o setor de empréstimos imobiliários.


Segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) Octavio de Lazari Júnior. “O crédito imobiliário ganha peso no Brasil, e esta é uma situação que veio para ficar. Ele está pronto para uma expansão mais forte do ritmo de operações, baseada em instituições financeiras sólidas e empresas imobiliárias capitalizadas, além de oferta satisfatória de crédito, custos de transação baixos e condições adequadas de competitividade, incluindo instrumental jurídico sólido”, avalia.

O executivo complementa sua análise explicando o porquê de os empréstimos imobiliários terem batido recorde no ano passado. “Destacaram-se, em 2012, os financiamentos destinados às pessoas físicas, que em muitos casos haviam adquirido o imóvel na planta e agora estão contratando o crédito”, disse.

Octavio de Lazari Júnior também vê como positivo o fato de ter caído a participação das pessoas jurídicas no crédito imobiliário. “Longe de ser má notícia, isso indica normalização após os problemas conhecidos de custos e mão de obra, entre outros. Deve ser vista, portanto, como sinal do grau de maturidade de incorporadores e construtores, que após uma fase de transição preparam-se para um novo salto e para a retomada dos lançamentos em 2013″, complementa.

O presidente da Abecip, seguindo as projeções da Caixa Econômica Federal, aposta que os financiamentos imobiliários crescerão de 15% a 20% em 2013. “A estabilização em curso dos preços dos imóveis será muito favorável para a qualidade do crédito, além da baixíssima inadimplência verificada no SBPE”, diz.

Dados mais recentes do Banco Central demonstram que a falta de pagamento dos financiamentos, de fato, é baixa. O BC considera em atraso contratos com três meses seguidos sem pagamento. Por esse critério, a inadimplência no volume total de créditos via operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) é de 5,36% – a menor desde 2002.

Fonte: Massa Cinzenta

6 comentários:

Visitante Carioca disse...

5,36% não é um número tão pequeno assim.

E outra, é claro que o volume de crédito vai aumentar, tanto pelo motivo dito na reportagem quanto pelo fato do ticket médio dos imóveis terem aumentado.

Em 2011 eu tenho 100 imóveis custando 100 mil, o total de crédito concedido é de 10 milhões. Em 2012 eu tenho 80 imóveis custando 150 mil. O total de crédito concedido é 12 milhões. Ou seja, houve um aumento de 20% no crédito de um ano para o outro, mas uma redução de 20% no número de unidades comercializadas, o que é ruim.

Renda oriunda de juros é concentradora, renda oriunda de produção é distribuidora.

Vamos ver o que essas distorções vão causar daqui a uns 10 anos.

Lembre-se que os efeitos do Real, instituído em 1994 só começaram a ser sentidos em 2004. Os efeitos deste crédito enlouquecido desde 2010 só começará a ser sentido em 2017 ou perto de 2020.

E não será nada bom o efeito.

Anônimo disse...

O aumento no VOLUME de crédito não significa que MAIS pessoas compraram MAIS imóveis, só significa que pegaram mais dinheiro emprestado.

Favor traga números relativos ao número de imóveis financiados.

Finanças Inteligentes disse...

Enquanto a inadimplência estiver baixa o mercado imobiliário continuará aquecido. Crescimento do crédito é normal, mas achei 20% muito otimista.

Anônimo disse...

"Enquanto a inadimplência estiver baixa" onde??

Anônimo disse...

Se a bolha não existe, porque discutir tanto?
Eu não acredito em Fantasmas, e é por isso que eu não fico criando artigos "Where are the ghosts?"

Fabrício disse...

O que acredito é que o preço de TUDO aqui no Brasil, inclusive imóveis, está muito, mas MUUUITO além do real poder de compra da grande maioria da população.

Alguém acredita que a inflação real está um 1 dígito apenas como é divulgado?

Alguém acredita que os rendimentos estão acompanhando os preços?

É só o desemprego aqui aumentar um pouquinho (setor automotivo e construção sobrevive até no máximo 2015-2016) e o castelo de ilusão vai por água abaixo.

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