terça-feira, 8 de maio de 2012

O financiamento imobiliário em um cenário de queda dos juros

Se a taxa de juros cair a 7,5% ou 7% o Brasil viverá a situação inédita de bancos colocando dinheiro de sua tesouraria no financiamento habitacional. É o que afirma o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda. Segundo executivos do mercado financeiro, a expectativa é que a poupança continue crescendo de 3% a 4% ao ano, enquanto o financiamento imobiliário deverá expandir-se a média de 20% ao ano.

Financiamento imobiliário

Se a poupança cresce a 3 ou 4%, e a demanda a 20%, então as instituições tendem a buscar outras formas de captar recursos. A própria redução de juros básicos (SELIC) já aumenta o interesse dos bancos em investir em crédito imobiliário, pois a rentabilidade fica mais atrativa que a das aplicações financeiras.

O problema é que não é só uma questão de taxas de juros. Existe a questão do prazo. Financiamento imobiliário tem prazo de 360 meses, e para fazer frente a isso, são necessários fontes de recursos que durem 360 meses. Dessa forma, a queda dos juros isoladamente não fará que os bancos direcionem para o crédito imobiliário outros tipos de recurso que não os da poupança.

Isso mostra que o serão necessários incentivos adicionais para o financiamento à habitação, regulamentando  e fomentando fontes de longo prazo, como os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Outro ponto é o mercado de securitização, que apesar de incipiente, está crescendo aos poucos.

Pessoas ligadas ao mercado também não acreditam que as mudanças nos rendimentos da poupança, anunciadas pelo Governo Federal, possam afetar significativamente o volume de recursos para o crédito imobiliário. Segundo eles, não há porque temer uma debandada da poupança. E mesmo que isso aconteça, os efeitos não seriam sentidos em menos de dois ou três anos.

Redução dos juros de financiamento habitacional pela CEF

Para o financiamento de imóveis com valor até R$ 500 mil (no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação), os juros passaram de 10% ao ano para 9% ao ano. Se o interessado se tornar cliente do banco, com conta salário, a taxa cai para 7,9% ao ano.

No caso de um financiamento de R$ 200 mil, por 20 anos, a taxa anterior, de 10% mais TR, representaria uma prestação inicial de R$ 2.518,32, valor que cai para R$ 2.194,74, ou seja, menos R$ 323,58, a juro de 7,9%. Ou ainda, menos R$ 38.988 em 20 anos.

Com informações O Globo

Um comentário:

Piaui disse...

Tô com vontade de comprar um ágio no Noroeste! aaahhh passou a vontade...kkkkkkkkkk

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