sábado, 17 de fevereiro de 2007

O Capitalismo é cooperativo: a natureza cooperativa das economias de mercado

Um dos aspectos mais interessantes e eficientes das economias capitalistas é a sua natureza cooperativa. Em uma economia de mercado, todos os agentes estão cooperando o tempo todo, com o intuito de produzir mais, melhor, e com preços mais baixos, ampliando constantemente o nível de bem estar social.

A natureza cooperativa do capitalismo

Em economias capitalistas temos a introdução de inovações tecnológicas, de processo produtivo, gerenciais e financeiras acontecendo a todo momento, e toda inovação tecnológica gera uma ruptura nos equilíbrios de mercado, conforme demonstrou o Shumpeter.

Apesar de ser bastante complicado obter um modelo econométrico que demonstre a natureza intrinsicamente cooperativa das economias capitalistas, podemos ver esse fenômeno ocorrer na prática. Vamos analisar o mercado de imóveis. Uma inovação que aumente a produtividade da oferta de imóveis, gera também uma diminuição na demanda que esse mercado gera sobre outros mercados, como os de cimento, aço para construção civil e etc. E com reduções na demanda nesses mercados adjacentes, teremos um deslocamento das curvas de oferta e demanda nesses mercados, reduzindo seus preços, repercutindo em toda a economia.

Então, a questão principal que determina os níveis de produção é a quantidade de capital dos empresários donos das empresas. Quanto mais ele vai lucrando, mais ele vai investindo e aumentando sua produção. Ocorre que todos os mercados de uma economia estão integrados com outros mercados, e uma alteração nesse mercado, gera alterações de equilíbrio em outros mercados: o benefício se espalha por toda a economia, por todos os cidadãos. O conceito econômico que define esses processo é o SPILL-OVER (transbordamento).

As inovações tecnológicas incorporada no processo produtivo da primeira empresa que gera essa inovação também se espalha pela economia, por intermédio da transmissão de empregados entre uma empresa e outra. No longo prazo (ou no equilibrio) toda produção que um fator adicional gera vai p/ esse fator, não fica como "lucro" da empresa, é justamente a concorrencia entre as empresas p/ abocanhar esse lucro q leva a esse resultado de cooperação.

O efeito cooperativo nas economias capitalistas é gerado pelo fato de que os direitos de propriedade, apesar de parecerem absolutos, na realidade eles são relativizados. Os direitos de propriedade intelectual do que é produzido dentro de uma empresa é da empresa, e não do empregado.

A realidade da economia mostra uma constante introdução de novas inovações no processo produtivo. E essas inovações são decorrentes da competição de mercado. No mundo real os mercados estão sempre em desequilíbrio, pois, existem introduções constantes de novas inovações, o que vai gerando aumento de produtividade global da economia e consequentemente enriquecimento da sociedade.

2 comentários:

  1. Num sistema que só o empresariado lucra, não pode ser denominado cooperativo.

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