sábado, 17 de fevereiro de 2007

Fatos sobre o embargo EUA-Cuba

Motivo do embargo: confiscação, sem compensação, de todas as companhias e propriedades norte-americanas em Cuba, procedimento que violou a legislação internacional. 

Embargo Econômico EUA - Cuba

Motivação política: Fidel Castro não respeita os direitos fundamentais da população cubana. Confira as violações aos Direitos Humanos praticadas por Fidel Castro e seu governo.

  • Execuções maciças e sem julgamento
  • Aprisionamento políticos
  • Dissolução do poder judicial
  • Restauração de cortes “revolucionárias” com juizes indicados politicamente
  • Confiscação de todos os meios de comunicação
  • Proibição à entrada e à saída livres do país
  • Dissolução e proibição de partidos políticos, exceto o comunista;
  • Intervenção nos sindicatos dos trabalhadores 
O embargo comercial é a forma dos EUA dizer que não com pactua com a conduta criminosa e anti-democrática de Fidel Castro, e portanto, Fidel não pode se beneficiar de empréstimos e do comércio dos Estados Unidos.

Em 1974, unilateralmente, o presidente Gerald Ford decretou a suspensão parcial do embargo, permitindo que companhias norte-americanas estabelecidas em outros países, ou suas filiais, pudessem negociar com Cuba. Mesmo assim o regime não flexibilizou sua opressão sobre o povo.

 O comércio cubano com as companhias norte-americanas chegou a cifra de US$ 704 milhões em 1989, mas apesar disso a conduta de Castro, ao contrário, tornou-se cada vez mais agressiva e menos conciliatória: Castro enviou invasões armadas na Africa (Angola e Etiópia), e tornou-se um ajudante no conflito do Oriente Médio (colinas de Golán) e na Indochina.

O embargo foi novamente interposto em 1992 com a Lei Torricelli, restaurando parcialmente o embargo comercial. Entretanto, desde então são permitidos o envio à Cuba de doações de alimentos e de produtos farmacêuticos, e autoriza o intercâmbio cultural e o envio de dinheiro aos parentes de cubanos que vivem nos EUA.

O embargo é simplesmente um dispositivo que dificulta o comércio de Cuba com os EUA, mas Cuba pode negociar com quem Cuba desejar, podendo mesmo adquirir produtos americanos no Panamá, no México ou no Canadá. Aliás, todos os hotéis turísticos de Cuba estão repletos de produtos norte-americanos.

O embargo econômico é responsável pela falta de remédios e alimentos em Cuba? 

Absolutamente não. Cuba negocia com o mundo inteiro, menos com os Estados Unidos. Todos os remédios ou alimentos que Cuba quer adquirir, podem ser comprados do México, Canadá ou Panamá, para mencionar somente países próximos a Cuba.

 Além disso, é muito mais barato comprar remédios no México e no Canadá do que nos próprios EUA. Os remédios feitos nos Estados Unidos são em média 25% mais baratos naqueles países. Com alimentos acontece o mesmo.

O orçamento de Cuba atribui um média de 4 milhão dólares ao ano para a importação de remédios. 

A união européia doa a Cuba aproximadamente 10 milhão dólares em remédios e alimentos, e os Estados Unidos, com seu “embargo” e tudo, doaram ao país aproximadamente US $472 milhões em remédios nos últimos 10 anos.

Com essas quantidades de doações os cubanos teriam quantidades suficientes para satisfazer suas necessidades, mas onde estão esses remédios? Procure-os nos hospitais para os estrangeiros que pagam os serviços médicos em Cuba em dólares e nos hospitais usados pela elite política (e onde a população não pode ser atendida).

Nesses hospitais e clínicas há todas os remédios. Também podem-se ser encontrados nas lojas para estrangeiros em que se vende em dólares.

De 1970 a 1991, Cuba recebeu aproximadamente três bilhões de dólares por ano de subsídios da União Soviética. Em todos estes anos, os cubanos tiveram a oportunidade de comprar um par de sapatos por ano, mas não foram construídas mais casas, nem melhorado o transporte público, nem a livreta de racionamento foi suprimida, nem melhorou o padrão de vida da população.

Pergunta: o que fez Fidel Castro com essa quantidade de bilhões de dólares que forma parar em suas mãos? Resposta: foram usados simplesmente reforçar o poder de Fidel Castro. Pelo exemplo: com esse dinheiro, Castro montou o oitavo maior exército do mundo. (imagine um ilha de 110.000 quilômetros de quadrado e 10 milhão habitantes com o oitavo exército do mundo).

Outra destinação que Fidel Castro deu ao dinheiro foi financiando guerras na África e processos de subversão de governos democráticos na América Latina, mas sobretudo Castro usou-o para criar um gigantesco instrumento repressivo como o Departamento do Interior integrado por aproximadamente 92 mil agentes e mais e dezenas de milhares de informantes que constituem uma rede que tudo vê e informa aos organismos políticos.

Qual foi o uso que Castro deu aos aproximadamente 100 bilhões de dólares que chegou no país entre 1970 e 1991 pelo conceito de subsídios soviéticos e pelos créditos de países ocidentais? A pergunta lógica que segue esta situação é: se for suspenso o embargo, em que tipo de atividade será usado o crédito ou os fundos de financiamento norte-americanos: não foi necessário ter bola de cristal para responder que os recursos serão usados da mesma forma que foram usados antes, ou mesmo para aumentar sua fortuna agora que a situação está ruim e porque não existe mais o subsídio soviético e seus 50 anos de erros econômicos asfixiam até aqueles que antes o suportaram pelos privilégios concedidos e que eles agora já não tem mais.

O embargo, portanto, tem a intenção de impedir que Castro obtenha mais dinheiro ou créditos para continuar financiando o seu poderoso instrumento repressivo que o mantém no poder, e que, adicionalmente aumenta a precariedade da vida em Cuba e não em benefício da população.

Deixe-nos recordar que Castro, desde 1992, não paga seus compromissos externos e conseqüentemente não consegue crédito em nenhum lugar do mundo. O único país que Fidel Castro não deve, e portanto, poderia obter crédito são os Estados Unidos da América.

Por esta razão todo seu esforço é concentrado em obter a suspensão do embargo para que possa obter novos recursos para sustentar e continuar financiando sua permanência no poder.

Terror e medo: os instrumentos do regime castrista em Cuba para manter o seu poder

A razão central para que Fidel Castro detenha poder e mantenha a ditadura que assola Cuba há 46 anos é o controle, o medo e o terror que ele matem sobre a população. Que o terror é imposto e mantido por seu instrumento repressivo militar gigantesco. A contribuição importante do embargo é que reduz a quantidade de dinheiro que de uma outra maneira chegariam nas mãos de Castro e que já nós sabemos o uso que teria.

Conseqüentemente, o embargo corrói o orçamento disponível para a manutenção daquele instrumento na carga para manter posto sob a população cubana. A razão é que para a população cubana o embargo está atuando no sentido correto, corroendo a capacidade militar de repressão de Castro e que o sustenta no poder.

Embargo contra a Líbia e a África do Sul

Se o embargo comercial trabalhou CONTRA o governo racista da África do Sul, se trabalhou CONTRA à atividade terrorista do governo da Líbia, se trabalhou CONTRA o expansionismo territorial do governo do Iraque, se trabalhou CONTRA a ditadura militar no HAITI, qual a razão que seja permitido negar a mesma funcionalidade CONTRA a ditadura de Fidel Castro?

A suspensão do embargo comercial não produziria a melhoria econômica alguma para a população nem reforma política para ampliar as liberdades e o respeito aos Direitos Humanos em Cuba, como foi visto o que aconteceu no Vietnan.

Já faz 7 anos que os Estados Unidos levantaram seu embargo e restauraram relações diplomáticas com o Vietnam, não obstante nada mudou nesse país. Os prisioneiros políticos seguem nas cadeias, a ditadura comunista segue intacta e o povo não se beneficiou de qualquer coisa.

A solução do problema de Cuba é que a ditadura de mais de 50 de Fidel Castro que arruinou economicamente o país da mesma forma que aconteceu em todos os países comunistas. Com a FIM da ditadura, Cuba poderá retornar à democracia e decidir livremente seu destino da mesma forma que o fazem outros países da América Latina.

O embargo estabelecido pelos EUA em 1962 foi motivado pela confiscação, sem compensação, de todas as companhias e propriedades norte-americanas em Cuba, procedimento este que violou a legislação internacional que exige a compensação monetária aos proprietários.

O embargo consubstancia-se também em um caráter político, frente a impossibilidade de obter que Castro respeite os direitos fundamentais da população cubana. São vastamente conhecidas as execuções maciças e sem julgamento, o aprisionamento dos oponentes políticos, a dissolução do poder judicial, a restauração de cortes “revolucionárias” com os juizes oriundo de indicações políticas.

Além disso, a confiscação de todos os meios de comunicação, a proibição à entrada e à saída livres do país, a dissolução e proibição de partidos políticos, exceto o comunista e a intervenção nos sindicatos dos trabalhadores, são medidas autoritárias que Castro impôs para consolidar seu poder absoluto e erradicar a democracia e os direitos dos cidadãos cubanos.

O embargo comercial era uma forma dos Estados Unidos dizer a Castro que sua conduta criminosa e anti-democrática era inaceitável e que, dessa forma, não poderia beneficiar-se de empréstimos e o comércio dos Estados Unidos.

Outros fatos que demonstraram a necessidade precípua de interposição do embargo é a série de intervenções armadas de tropas cubanas na Venezuela, Nicarágua, Panamá, Guatemala e a Colômbia a fim derrubar os governos daqueles países e ajudar atividades de desestabilização e subversão em um grande número de países da América Latin como Peru, Brasil, Uruguai e Argentina.

Em 1974, após a aproximação dos Estados Unidos com a China, os norte-americanos também tentaram estabelecer uma reconciliação com Fidel Castro. Unilateralmente, o presidente Gerald Ford decretou a suspensão parcial do embargo, permitindo que companhias norte-americanas estabelecidas em outros países, ou suas filiais, poderiam negociar com Cuba.

A ação de boa amizade dos Estados Unidos porém não obteve resposta por parte de Cuba, mesmo que o comércio cubano com as companhias norte-americanas chegou a cifra de US$ 704 milhões em 1989. A conduta de Castro, ao contrário, tornou-se cada vez mais agressiva e menos conciliatória. Por exemplo, Castro enviou invasões armadas na Africa (Angola e Etiópia), e tornou-se um ajudante no conflito do Oriente Médio (colinas de Golán) e na Indochina.

Internamente, tampouco nada mudouem Cuba. Os cubanos continuaram sem direitos e sem liberdades. Nós podemos sumariar que “a abertura e a tentativa da aproximação dos Estados Unidos “, foram inúteis. Para essa razão, quando Europa Oriental e a União Soviética empreenderam as reformas do Glaznot e o Perestroika e Castro as rejeitou, os americanos concluíram que todo o esforço democrático com Castro era destinado a falhar.

A resposta lógica foi a lei Torricelli, em 1992, restaurando o embargo comercial a seu estado original. Realmente, a lei não retornou em seu nível precedente porque permite o envio à Cuba de doações de alimentos e de produtos farmacêuticos, autoriza o intercâmbio cultural e o envio de dinheiro aos parentes de cubanos que vivem nos EUA.

Fidel Castro chama o embargo de “bloqueio” a fim de tentar mostrar que os EUA impedem o livre comércio com Cuba. Isso é totalmente falso. O embargo é simplesmente um dispositivo de não comercialização com os Estados Unidos. Cuba pode negociar com quem Cuba desejar, podendo mesmo adquirir produtos americanos no Panamá, no México ou no Canadá. Aliás, todos os hotéis turísticos de Cuba estão repletos de produtos norte-americanos.

Há alguns que pensam que o embargo fosse levantado, Castro faria mudanças democráticas ou passaria a respeitas ao menos dos direitos humanos básicos dos cidadãos cubanos. Vejamos. Durante a visita a Cuba do governador de Illinois, George Ryan, no mês e outubro de 1999, os jornalistas perguntaram a Castro: “Se o embargo dos Estados Unidos se levanta, ocorrerá em Cuba uma abertura democrática? A resposta do ditador foi categórica: NÃO! Nós não admitimos condições de nenhum tipo.

Isso demonstra o que os cubanos sabem de memória mas que os não cubanos não sabem: Castro nunca consentirá em fazer alguma concessão política que diminua seu poder absoluto no país. O único que interessa a Castro lhe falar é com o presidente dos Estados Unidos e na base de que seu poder e sua dominação em Cuba seja intocável. Castro se considera o proprietário de Cuba.

Esse é problema principal que temos em Cuba.

Responsabilizar o embargo pela falta dos alimentos em Cuba é totalmente sem embasamento factual: onde estão as viandas, os vegetais, porcos, galinhas e ovos que em Cuba ocorrem quase selvagens e que eram sempre abundantes em Cuba?

Alimentos básicos não têm qualquer coisa a ver com o embargo. A resposta é simples: Fidel Castro e o sistema econômico centralizado que foi imposto a Cuba por Castro arruinou a economia de Cuba. Expropriaram-se todas as terras e fazendas de Cuba, porém as terras continuam não produtivas.

O próprio ministro da agricultura cubano reconheceu que 25% da terra estão cheia do mato porque não é usada. Não é permitido aos trabalhadores rurais cultiva-las. Responsabilizar aos Estados Unidos e o embargo por aquelas deficiências não é nada mais que um slogan para iludir quem não conhece a realidade cubana.

Portal do Governo Cubano para negociar e lucrar com Cuba

Para investidores estrangeiros aplicarem seu capital e lucrar em Cuba não há embargo. Aliás, o governo dá todas as garantias sobre propriedade intelectual, garantias de repactuação de capital e etc, como podemos verificar na própria página do governo cubano que se chama “Guia para NEGOCIAR EM CUBA”: http://www.camaracuba.cu

O governo cubano faz business com os capitalistas internacionais, empresas multinacionais se instalam lá, dão lucros para o governo. E o interessante que nesses negócios não há "embargo".

Um comentário:

Palíndromo disse...

fiquei surpreso de ver um texto bom nesse site... acho que sua praia é mesmo a política, não a economia õ.O

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